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Alimentos Funcionais x Nutracêuticos

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artigo bem explicativo.....maravilhoso

por:

Érica de O. Monteiro

Dermatologista colaboradora do Setor de Cosmiatria, Cirurgia e Oncologia do Departamento de Dermatologia da Universidade Federal de São Paulo.

Cláudia Talan Marin

Nutricionista

RBM Edição: Abr 10 V 67 Especial Dermatologia  Indexado LILACS: S0034-72642010004200002

 

 

No século 20, com os avanços no cuidado com a saúde, testemunhou-se um grande

aumento da expectativa de vida. Porém, no fim da segunda metade desse século e na

atualidade vivemos numa era de alimentos processados e de vida sedentária o resultado

é uma população doente. Estamos sofrendo muitas epidemias como a obesidade, o

diabetes, o câncer, a hipertensão e as doenças cardíacas.



A sociedade moderna tem tornado-se cada vez mais complexa, modificando os padrões

de vida, costumes e hábitos alimentares.

As pessoas frequentemente mostram sintomas  de cansaço, depressão e irritação ou

alguma forma de estresse.

Costumamos  prescrever cada vez mais medicamentos e solicitar mais exames em

nossa prática diária, mas nossos pacientes parecem estar cada vez mais doentes.

Por isso, antes de iniciar uma prescrição medicamentosa, vale a pena recomendar

hábitos saudáveis para nossos pacientes a fim de que tenham melhor qualidade de vida

e longevidade. As recomendações devem incluir conselhos como parar o hábito de

fumar, evitar comidas processadas, evitar abuso de medicamentos, praticarem

exercícios regularmente,  diminuir o estresse, dentre outros.


Poderemos começar alertando nossos pacientes sobre a importância da alimentação na

saúde do nosso corpo, destacando seu papel no bom desempenho das funções da pele.

Essa revisão ajudará no melhor conhecimento das propriedades dos alimentos,

principalmente dos chamados “alimentos funcionais”. 

História

Historicamente, a utilização de certos alimentos na redução do risco de doenças é

considerada a milhares de anos.

Hipócrates, há cerca de 2500 anos, já pregava isso em uma de suas célebres frases que

dizia: “faça do alimento o seu medicamento”.

No entanto, somente no final deste último século, na década de 90, é que começou

haver maior interesse por esse assunto, foi quando o termo “alimento funcional” passou

a ser adotado.

As pesquisas se intensificaram e o conceito de alimento funcional se tornou mais

conhecido do público leigo e também de pesquisadores que até então não  estavam

envolvidos com estudos nessa área.


O Japão foi o pioneiro na produção e comercialização de alimentos funcionais.

Conhecidos como Foshu, “Foods for Specified Health Use”, os alimentos funcionais

japoneses sustentam um selo de aprovação do Ministério da Saúde e Bem Estar.

A lei japonesa foi elaborada em junho de 1997, mas não é a única atualmente.

Hoje, vários países contam com uma legislação específica.

No Brasil as regras foram instituídas a partir de 1999. O FDA (Food and Drug

Administration) regula os alimentos funcionais baseado no uso que se pretende dar ao

produto, na descrição presente nos rótulos ou nos ingredientes do produto.

A partir destes critérios, o FDA classificou os alimentos funcionais em cinco categorias:

alimento, suplementos alimentares, alimento para usos dietéticos especiais, alimento-

medicamento ou droga.

No Brasil, a indústria deve seguir a legislação do Ministério da Saúde e da Agência

Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que estabelecem normas e procedimentos para

registro de alimentos e/ou ingredientes funcionais.

Para se obter o registro de um alimento com alegação de propriedades funcionais e/ou

de promoção da saúde, deve ser formulado um relatório técnico científico bastante

detalhado, comprovando os benefícios e a segurança do uso deste alimento. A maior

atenção que tem sido dada a  este tipo de informação ocorre pelo fato dos consumidores

aumentarem a procura por eles.

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Alimentos funcionais

Os alimentos funcionais são temas muito discutidos em congressos de nutrição,

congressos antienvelhecimento e geriátricos, mas raramente são abordados nos

congressos de Dermatologia. Os alimentos funcionais devem apresentar propriedades

benéficas além das nutricionais básicas, sendo apresentados na forma de alimentos

comuns. São consumidos em dietas convencionais, mas demonstram capacidade de

regularizar funções corporais de forma a auxiliar na proteção contra doenças, como

hipertensão, diabetes, neoplasias, osteoporose e coronariopatias. Alimentos

funcionais são todos os alimentos ou bebidas que, quando consumidos na alimentação

cotidiana, podem trazer benefícios fisiológicos específicos, graças à presença de

ingredientes fisiologicamente saudáveis. 

Vários fatores têm contribuído para o estudo dos alimentos funcionais, como desejo dos

consumidores na melhora da qualidade de vida e da longevidade e observação da

baixa incidência de doenças em alguns povos. Os esquimós, com sua alimentação

baseada em peixes e produtos do mar ricos em ácidos graxos poli-insaturados das

famílias ômega 3 e 6, têm baixo índice de problemas cardíacos, assim como os

franceses, devido ao consumo de vinho tinto, o qual apresenta grande quantidade de

compostos fenólicos. Os orientais devido ao consumo de soja, que contém

fitoestrogênios, apresentam baixa incidência de câncer de mama. Nestes países, o

costume de consumir frutas e verduras também resulta numa redução do risco de

doenças coronarianas e de neoplasias, comprovada por dados epidemiológicos(6).



Alimentos funcionais X nutracêuticos

Os alimentos funcionais se caracterizam por oferecer vários benefícios à saúde, além do valor nutritivo inerente à sua composição química, podendo desempenhar um papel potencialmente benéfico na redução do risco de doenças crônico-degenerativas. Um alimento pode ser considerado funcional se for demonstrado que pode afetar beneficamente uma ou mais funções-alvo no corpo, além de possuir os adequados efeitos nutricionais, de maneira que seja tanto relevante para o bem-estar e a saúde quanto para a redução do risco de uma doença. Os alimentos funcionais são alimentos que provêm a oportunidade de combinar produtos comestíveis de alta flexibilidade com moléculas biologicamente ativas, como estratégia para consistentemente corrigir distúrbios metabólicos, resultando em redução dos riscos de doenças e manutenção da saúde.

Os alimentos e ingredientes funcionais podem ser classificados de dois modos: quanto à fonte de origem (vegetal ou animal) ou quanto aos benefícios que oferecem, atuando em seis áreas do organismo(3): 

· Sistema gastrointestinal 
· Sistema cardiovascular
· Metabolismo de substratos
· Crescimento e desenvolvimento
· Diferenciação celular
· Comportamento das funções fisiológicas e como antioxidantes. 
Uma grande variedade de produtos tem sido caracterizada como alimentos funcionais, incluindo componentes que podem afetar inúmeras funções corpóreas, relevantes tanto para o estado de bem-estar e saúde como para a redução do risco de doenças.

Os alimentos funcionais apresentam as seguintes características:


· Devem ser alimentos convencionais e serem consumidos na dieta usual· Devem ser compostos por componentes naturais, algumas vezes, em elevada concentração ou presentes em alimentos que normalmente não os supririam
· Devem ter efeitos positivos além do valor básico nutritivo, que pode aumentar o bem-estar e a saúde e/ou reduzir o risco de ocorrência de doenças, promovendo benefícios à saúde além de aumentar a qualidade de vida, incluindo os desempenhos físico, psicológico e comportamental
· A alegação da propriedade funcional deve ter embasamento científico
· Pode ser um alimento natural ou um alimento no qual um componente tenha sido removido
· Pode ser um alimento em que a natureza de um ou mais componentes tenha sido modificada
· Pode ser um alimento no qual a bioatividade de um ou mais componentes tenha sido modificada.

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O nutracêutico é um alimento ou parte de um alimento que proporciona benefícios médicos e de saúde, incluindo a prevenção e/ou tratamento da doença. Tais produtos podem abranger desde os nutrientes isolados, suplementos dietéticos na forma de cápsulas e dietas até os produtos beneficamente projetados, produtos herbais e alimentos processados tais como cereais, sopas e bebidas.

 Os nutracêuticos podem ser classificados como:

· Fibras dietéticas 
· Ácidos graxos poli-insaturados
· Proteínas
· Peptídeos
· Aminoácidos ou cetoácidos
· Minerais
· Vitaminas antioxidantes
· Outros antioxidantes (glutationa, selênio).

O alvo dos nutracêuticos é significativamente diferente dos alimentos funcionais, por várias razões:

· Enquanto a prevenção e o tratamento de doenças (apelo médico) são relevantes aos nutracêuticos, apenas a redução do risco da doença, e não a prevenção e tratamento da doença estão envolvidos com os alimentos funcionais
· Enquanto os nutracêuticos incluem suplementos dietéticos e outros tipos de alimentos, os alimentos funcionais devem estar na forma de um alimento comum.

Os ingredientes funcionais são um grupo de compostos que apresentam benefícios à saúde, tais como as alicinas presentes no alho, os carotenoides e flavonoides encontrados em frutas e vegetais, os glucosinolatos encontrados nos vegetais crucíferos, os ácidos graxos poli-insaturados presentes em óleos vegetais e óleo de peixe. Estes ingredientes podem ser consumidos com os alimentos dos quais são provenientes, sendo estes alimentos considerados alimentos funcionais, ou podem ser consumidos individualmente, como nos nutracêuticos. Devem ter adequado perfil de segurança, demonstrando a segurança para o consumo humano. Não devem apresentam risco de toxicidade ou efeitos adversos de drogas medicamentosas (Tabela 1).

1. Probióticos e prebióticos
Os probióticos, também conhecidos como bioprotetores, bioprofiláticos ou bioterapêuticos, são micro-organismos vivos que podem ser agregados como suplementos na dieta, afetando de forma benéfica o desenvolvimento da flora microbiana intestinal. Podem ser utilizados na prevenção das infecções entéricas e gastrointestinais.

 

A definição internacional atualmente aceita é de que os probióticos são micro-organismos vivos, que, quando administrados em quantidades adequadas, conferem benefícios à saúde do hospedeiro. 

Em um intestino adulto saudável, a microflora predominante se compõe de micro-organismos promotores da saúde, em sua maioria pertencente aos gêneros Lactobacillus e Bifidobacterium.

 

veja mais em:

http://www.moreirajr.com.br/revistas.asp?fase=r003&id_materia=4265

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